A Genética da Excelência Profissional



Em nosso contemporâneo o exímio profissional não é simplesmente aquele que esteja em um cargo de chefia, todavia um líder que aprendeu com as experiências do cotidiano. Igualmente, não é um gestor 'feito', somente, nas cadeiras de alguns cursos técnicos e/ou universitários, mas um gestor edificado com o passar das épocas nos cenários do mundo corporativo. De modo sintético, no mundo que presenciamos, atualmente, ser um profissional de excelência é estar disposto a ser modelado pela sociedade e contexto a qual estamos inseridos.
Realizando alguns diálogos do cotidiano, com profissionais que estão intrínsecos há alguma organização empresarial por inúmeros anos, verifiquei um fato que ocorre de forma habitual em nosso dias: Em um tempo remoto uma empresa demorava duas ou três gerações para desaparecer, trocar de proprietário, falir ou fechar. Em nossos dias, bastam alguns anos, segundo algumas instituições em até um ano ou meses é o prazo que organizações empresariais levam para entrar em fase de intempérie. Neste contexto, bons profissionais, deste atual panorama, são sucumbidos por um mercado extremamente competitivo, os vencedores dessa 'corrida' tem como parâmetro basilar a excelência e a busca pela experiência.
O profissional que objetiva a excelência não é o que mais trabalha, porém é o que mais pensa; não é aquele previsível, entretanto o que se surpreende; não é o que engessa seus comportamentos, todavia o que se reinventa e cria; não é o que solidifica sua mente, mas o que liberta a imaginação (brainstorming). Enfim, são paradigmas que foram exauridos com o tempo, inerente ao profissional deste século, que devém ser praticados e analisados diariamente.
Sabemos que o processo de Fotossíntese é a ação que garante há alguns seres vivos autossuficiência de nutrição orgânica, necessariamente, nutrientes minerais que são decorrentes do ambiente. A busca pela excelência profissional tem a roupagem da Fotossíntese se analisarmos pela ótica de que cada colaborador envolvido com os atos da organização deve produzir algo, com o objetivo da sua alimentação e tapar a lacuna deixada pelas necessidades do ser humano, todo esse fluxo decorre do ambiente organizacional (habitat do colaborador). Para que os seres vivos sejam beneficiados com o processo da Fotossíntese é necessário cumprir quatro etapas: absorção de luz; transporte de elétrons; produção de adenosina trifosfato e fixação de carbono.
Historicamente, graças a Jan Ingenhousz, um físico-químico neerlandês, que em 1778 verificou que uma vela dentro de um frasco fechado não se apagava, desde que houvesse também no frasco partes verdes de plantas e tal recipiente estivesse exposto à luz, ou seja que, na presença de luz, as plantas liberam oxigênio.
O entendimento dessa analogia é simplificado, haja vista que realizarei uma análise em função do processo de Fotossíntese. A fixação dos hábitos com o objetivo de se tornar um profissional com excelência será pautado pelas quatro etapas desse metabolismo energético:

Fotossíntese
Excelência Profissional
Primeiro passo: Absorção de luz - A energia é captada pela luz, através de pigmentos no corpo do ser.
A busca pela excelência esta fixada em surpreender, ou seja, a primeira etapa objetivando a excelência profissional é decifrar a intuição e percepção de tarefas que são solicitadas e realizar além do que é solicitado. Superar obrigações.
Segundo passo: Transporte de elétrons - Os elétrons excitados pela absorção da luz saem da clorofila e são recebidos na substância ferrodoxina.
Comparo o transporte de elétrons na fotossíntese com a prevenção de erros em nosso cotidiano organizacional. Atualmente, prevenir erros e prever crises corporativas deve ser a base de profissionais que tem por finalidade a excelência profissional. Colaboradores que reparam ou ‘apagam o fogo’ de problemas institucionais estão perdendo o êxito.
Terceiro passo: Produção de fosfatos - Os elétrons liberam energia gradativamente, assim o complexo proteico ATP inicia sua produção de fosfatos. 
A produção de fosfatos na fotossíntese é similar ao nosso terceiro hábito. Enquanto a maioria dos profissionais obedece a ordens, a busca pela excelência profissional deve estar atrelada ao pensamento holístico pela empresa. Isso quer dizer em uma simples analogia: Profissionais bons repetem ideias; Profissionais excelentes constroem postulados objetivando o ambiente organizacional buscando, em sentido lato, a satisfação da equipe.
Quarto passo: Fixação do Carbono - Toda a energia produzida retorna para a clorofila em forma de carbono tornado, assim, um ciclo cíclico.
Assim como na fotossíntese a fixação do carbono é o epílogo do ciclo, temos na excelência profissional o uso do poder do elogio. A finalidade deste último hábito é encorajar, apostar, motivar e estimular o empenho do grupo. Saliento que excelentes profissionais devem estar cientes do impacto de suas palavras e não do tom de sua voz. Ressalto, ainda, que no cenário que estamos inseridos o poder do elogio suplanta o poder exercido por pressões e fobias. Já dizia o poeta: “Quem não sabe elogiar não é digno de receber elogios”.

A excelência profissional não esta arraigada em lógicas e ciências, entretanto se fixa na busca por compreender o contexto organizacional a qual estamos introduzidos; entender as pessoas e suas peculiaridades; pretender analisar o holístico e não observar, somente, casos isolados. A genética da excelência profissional esta firmada em seu cotidiano (assim como a fotossíntese para os seres vivos) busque-a no seu contexto organizacional, aplique-a em suas relações interpessoais, entenda-a e o Êxito em sua carreira será inevitável.