Paradigmas: A Bússola das Decisões



Modelos, normas, regras, preceitos, praxes, padrões... Paradigmas é simplesmente um princípio, um mapa psicológico a qual usamos, cotidianamente, para 'navegarmos' em nossas vidas.
Esses paradigmas podem ser exímios e valiosos quando vos usamos de forma adequada. Todavia se torna um risco, quando tomamos como verdade absoluta, assim como não pautados de maneira flexível, ou seja, não aceitando reformulações e modificações no decorrer de nossas vidas.
Se visualizarmos, atualmente, esses paradigmas nas várias gestões de organizações empresariais, via de regra, os velhos paradigmas são um dos fatores que contribuem para a mortalidade de inúmeras empresas. São teorias de administração e governança que se tornaram obsoletas, que foram utilizadas por Henri Fayol ou Frederick Taylor há quase um século.
Contudo, paradigmas de governança corporativa podem ser mudados?
Respondo essa complexa pergunta com uma simples frase de Max Planck, físico alemão: "Uma nova verdade científica triunfa não porque convença seus oponentes fazendo-os ver a luz, mas porque eles eventualmente morrem, e uma nova geração cresce familiarizando-se com ela". Mudar paradigmas não é ações simples, haja vista que eles estão enraizados em nosso inconsciente e por várias vezes não esta sujeita à atualização ou questionamentos.
Albert Einstein, o próprio revolucionou os paradigmas da Física, todavia criou objeções em aceitar a revolução seguinte, a Mecânica Quântica. Nesse contexto, podemos ser flexíveis e mudar nossos paradigmas de gestão, pois bastam termos possibilidades de melhoras e crescimento que tendemos para novas experiências, entretanto estaremos em dificuldades com futuros contextos em que o mundo estiver inserido.
Imaginemos como será o mundo a futuros dez anos... Surgirão novas práticas de lideranças? A gestão de pessoas será o foco das organizações? O atendimento ao cliente sofrerá alterações? O planejamento tributário será primordial para a sobrevivência das empresas? Enfim os processos de governança corporativa deverão estar preparados para o futuro e não se ater a dificuldades de adaptação de futuros contextos mundiais.
O significativo é notar que uma simples inversão de modelos e rotinas, pode afetar o resto de nossas vidas, necessariamente alterar paradigmas não é algo complexo, mas sim um exercício de possibilidades.